Indo buscar a Alvinegra!

Peço desculpas por ter “abandonado” o blog durante todo esse tempo, mas volto agora para contar o meu encontro com a minha Brompton. Como havia contado anteriormente, de toda minha pesquisa para a compra da Brompton, Portugal foi o lugar onde saiu mais em conta. Como as bikes são fabricadas na Inglaterra, o preço delas sai mais em conta na Europa que nos EUA. E como elas são fabricadas sob encomenda, o melhor prazo prometido foi em São Francisco (USA) e no Porto (Portugal). Como já conhecia SF e minha tia tem um apê em Lisboa, resolvi partir para Portugal. Fiz o pedido da bike na DouroBike, conforme posts anteriores, e paguei uma entrada ($). O vendedor e dono da loja, Steffen, foi sempre muito atencioso e ia me dando atualizações sobre o andamento do pedido e tudo mais. Quando a bike chegou, dia 15/11/2012, ele prontamente me mandou fotos dela e dos acessórios que comprei junto.

C-Bag e a Brompton dentro da Clapton Box

Na foto temos:

  • Brompton M6R Quadro branco, extremidades pretas.
  • Bolsa C Bag
  • Clapton Box para transporte no avião.

Só essa foto já me fazia querer acelerar no tempo para ir lá buscar a dita cuja. Ela realmente existia, realmente tinha sido encomendada, havia chegado, passado por uma revisão e estava só esperando a hora de ser resgatada.

Meu rolé por Portugal começou dia 19/11/2012. Fui primeiro para Lisboa. Já conhecia a cidade, mas dessa vez deu tempo de passear bastante e tirar inúmeras fotos. Aqui estão elas…

O destino seguinte, mais ao centro de Portugal, era Évora, cidadezinha da região do Alentejo, cujo centro histórico é patrimônico mundial pela UNESCO.

A cidade, que possui um templo romano, ainda guarda os muros que a cercava para se proteger dos invasores!

Depois fui conhecer a incrível Guimarães, uma pequena cidade de pouco mais de 52.000 pessoas no distrito de Braga. Lá encontrei amigos e pude passear bastante também. A cidade era, naquele ano, a capital mundial da cultura da Europa.

Após Guimarães, fui para o Porto, onde finalmente chegaria o momento de encontrar a minha bike.

Arrumei tudo de forma para que eu pudesse buscar a bike no penúltimo dia da minha estadia no Porto. Os primeiros dias na cidade foram de turismo, lógico, mas também de reconhecimento de onde ficava a loja. Aproveitei um daqueles ônibus que deixam você nos pontos turísticos e vi que uma das rotas passava em frente a loja. O coração batia forte. Passei em frente e vi que a loja estava fechada. Mas já sabia que o ônibus passava por lá e em alguns dias usaria ele para buscar a bike.

No dia, fui, com o ônibus double decker de turismo, para o meu destino: DouroBike.

Cheguei à loja e Steffen, o dono que havia me atendido não estava, havia viajado para Alemanha para uma feira de bicicletas. Isso não atrapalhou em nada, pois ele havia deixado a bike e tudo arrumado com o atendente da loja, cujo nome não me lembro, sorry!

2012-11-23 16.25.10

A bike estava lá, arrumadinha, brilhando! Fiz o pagamento do restante, tivemos um pouco de trabalho para coloca-la dentro da clapton box, visto que, por eu ter escolhido o canote telescópico e ele ser um pouquíííííínho maior que o normal, tivemos que retirar o banco para fazer a bike caber na mala. Nada demais!

O que eu percebi é que a Clapton box é bem grande! Não tinha muita noção. Ela é quadradona e é um pouco mais larga que as malas normais. Ela com a bike dentro fica bem pesada. As rodinhas ajudam uma fácil locomoção porém levantar do chão, é um belo peso.

Saí da loja com o sentimento de conquista de um sonho enorme. Fui puxando a mala gigante contra o vento ultra frio da orla do inverno do Porto, até o ponto de ônibus. O frio era cortante, eu me tremia todo, mas a adrenalina segurava a onda. Quando peguei o ônibus que comecei a ver que a maleta pra sair do chão era tenso. Mas, segui em frente, peguei o onibus de turismo de volta pro hotel.

No hotel bati uma foto da dita cuja e mandei para a namorada.

A bike no quarto do hotel

Ainda tive que andar com a mala  na chuva por uma mega ladeira, em uma calçada dessas que tem o piso desenhado, fazendo um enorme barulho com as rodinhas da mala quando me despedi do Porto em direção a estação de trem, de volta a Lisboa.

A Clapton Box encharcada na estação de trem

Chegando a Lisboa novamente, o trajeto do Cais do Oriente, a estação de trem onde saltei, até o trem local e depois o Metrô foi bastante tenso pelo peso da mala. Mas quem quer conquistar algo sem lutar? No pain, no gain!

Quando finalmente coloquei os pés na casa da minha tia, são e salvo, desmontei. Tomei um banho e apaguei. Meu braço havia malhado mais em um dia do que em toda a minha vida.

2 thoughts on “Indo buscar a Alvinegra!

  1. também vivi uma grande aventura para trazer minha brompton (de lisboa para sp). esse ano, um ano e meio depois, voltei com ela pra cá (e não correr o risco de voltar com uma brompton nova, outra cor, rs).

  2. Boa tarde,
    Gostaria de saber como você fez para trazer a brompton em relação ao imposto. Quanto pagou na época?

    Abraco.

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